21º Domingo Comum
22 de Agosto de 2004
RITOS INICIAIS
Cântico de entrada: Adorai o Senhor no seu templo, M. Carneiro, NRMS 98
Sl 85, 1-3
Antífona de entrada: Inclinai o vosso ouvido e atendei-me, Senhor, salvai o vosso servo, que em vós confia. Tende compaixão de mim, Senhor, que a Vós clamo dia inteiro.
Introdução ao espírito da Celebração
Estamos aqui reunidos porque o Senhor nos convidou. Mais uma vez nos exorta a que mantenhamos bem viva a nossa Fé.
A vida não termina com a morte. Viveremos para sempre. Queremos alcançar a salvação eterna junto do Senhor que deu a vida para nos salvar. Na Missa actualizamos esse sacrifício redentor. Vivamo-la conscientemente.
Oração colecta: Senhor Deus, que unis os corações dos fiéis num único desejo, fazei que o vosso povo ame o que mandais e espere o que prometeis, para que, no meio da instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontra as verdadeiras alegrias. Por Nosso Senhor...
Liturgia da Palavra
Primeira Leitura
Monição: O Profeta Isaías, divinamente inspirado, fala-nos do Senhor que vem salvar os povos de todas as nações da Terra.
Isaías 66, 18-21
Eis o que diz o Senhor: 18«Eu virei reunir todas as nações e todas as línguas, para que venham contemplar a minha glória. 19Eu lhes darei um sinal e de entre eles enviarei sobreviventes às nações: a Társis, a Fut, a Lud, a Mosoc, a Rós, a Tubal e a Javã, às ilhas remotas que não ouviram falar de Mim nem contemplaram ainda a minha glória, para que anunciem a minha glória entre as nações. 20De todas as nações, como oferenda ao Senhor, eles hão-de reconduzir todos os vossos irmãos, em cavalos, em carros, em liteiras, em mulas e em dromedários, até ao meu santo monte, em Jerusalém – diz o Senhor – como os filhos de Israel trazem a sua oblação em vaso puro ao templo do Senhor. 21Também escolherei alguns deles para sacerdotes e levitas».
A leitura é tirada da parte final do último capítulo de Isaías. Aqui se anuncia a conversão dos gentios e a universalidade da salvação, uma perspectiva que sem dúvida ultrapassa o tempo em que o escrito inspirado recebeu a sua forma definitiva.
19 «Tarsis». Provavelmente é a colónia fenícia de Tartesus no Sul de Espanha, perto da foz do rio Guadalquivir. Aqui representa o extremo Ocidente. Os restantes povos são do Norte de África, Ásia Menor e Grécia.
20 «Em Jerusalém». A profecia teve o seu pleno cumprimento na Nova Jerusalém que é a Igreja (cf. Gal 4, 25-26; Apoc 21, 2).
Salmo Responsorial Sl 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)
Monição: No mundo há biliões de pessoas que ainda não conhecem a Deus. Por isso continua actual o convite do Senhor para que levemos a Sua mensagem a toda a Terra.
Refrão: Ide por todo o mundo,
anunciai a boa nova.
Louvai o Senhor, todas as nações,
aclamai-O, todos os povos.
É firme a sua misericórdia para connosco,
a fidelidade do Senhor permanece para sempre.
Segunda Leitura
Monição: Afastemos da nossa vida tudo aquilo que não agrada ao Senhor. Porque nos ama, quer que sejamos perfeitos e santos.
Hebreus 12, 5-7.11-13
Irmãos: 5Já esquecestes a exortação que vos é dirigida, como a filhos que sois: «Meu filho, não desprezes a correcção do Senhor, nem desanimes quando 6Ele te repreende; porque o Senhor corrige aquele que ama e castiga aquele que reconhece como filho». 7É para vossa correcção que sofreis. Deus trata-vos como filhos. Qual é o filho a quem o pai não corrige? 11Nenhuma correcção, quando se recebe, é considerada como motivo de alegria, mas de tristeza. Mais tarde, porém, dá àqueles que assim foram exercitados um fruto de paz e de justiça. 12Por isso, levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos vacilantes 13e dirigi os vossos passos por caminhos direitos, para que o coxo não se extravie, mas antes seja curado.
5 «A exortação que vos é dirigida». Trata-se duma citação do Livro dos Provérbios (Prov 3, 11-12). Esta é uma passagem entre muitas que nos fez ver como as palavras da Sagrada Escritura se dirigem aos fiéis de todos os tempos e como, através duma aplicação delas a cada situação concreta, se faz a actualização do texto antigo fazendo-se assim uma «leitura espiritual», a lectio divina da Bíblia (cf. Dei Verbum, n.º 25).
12 «Mãos fatigadas... joelhos vacilantes». Talvez se trate duma imagem tirada do pugilato, com que S. Paulo já gostava de comparar a vida cristã (1 Cor 9, 26-27).
13 «Caminhos direitos». Os do cumprimento integral da vontade de Deus.
Aclamação ao Evangelho Jo 14, 6
Monição: O Senhor não diz se são muitos ou poucos os que se salvam mas aponta a cada um o caminho da Salvação.
Aleluia
Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor:
ninguém vai ao Pai senão por Mim.
Cântico: Aclamação – 1, F. Silva, NRMS 50-51
Evangelho
Lucas 13, 22-30
Naquele tempo, 22Jesus dirigia-Se para Jerusalém e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava. 23Alguém Lhe perguntou: «Senhor, são poucos os que se salvam?» Ele respondeu: 24«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir. 25Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta, vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo: ‘Abre-nos, senhor’; mas ele responder-vos-á: ‘Não sei donde sois’. 26Então começareis a dizer: ‘Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste nas nossas praças’. 27Mas ele responderá: ‘Repito que não sei donde sois. Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’. 28Aí haverá choro e ranger de dentes, quando virdes no reino de Deus Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas, e vós a serdes postos fora. 29Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus. 30Há últimos que serão dos primeiros e primeiros que serão dos últimos».
23-27 «São poucos os que se salvam?» Era esta uma questão teórica que se punha no judaísmo da época, havendo duas tendência entre os rabinos: uns diziam que todos se salvariam, até o rude povo da terra (‘am ha’árets), desde que fizessem parte de Israel; outros, de tendência rigorista, asseguravam que a salvação seria privilégio de poucos: «o mundo futuro será consolação para poucos, tormento para muitos» (4 Esdras). Jesus deliberadamente não responde a uma questão teórica, mas aproveita o ensejo para transmitir um ensino verdadeiramente útil e prático. Por um lado, declara o princípio da universalidade da salvação: «Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul» (v. 29). Por outro lado, visando talvez as teorias laxistas, esclarece que não é suficiente uma justificação de tipo comunitário ou sociológico - «comemos e bebemos contigo...» (v. 26) - não basta o fazer parte do povo, é preciso lutar, levar uma vida exigente consigo mesmo - «esforçai-vos por entrar pela porta estreita» (v. 24) -, sem ter ilusões quanto às dificuldades que esperam aquele que quer salvar-se.
28 «Aí», – fora do Reino de Deus – «haverá choro», o pranto da máxima desdita, fruto dum remorso desesperado e inútil, «e ranger de dentes» próprio duma raiva cheia de ódio e inveja aos que entraram para o banquete do Reino dos Céus, quando lhes tinha sido acessível alcançar a mesma sorte dos Patriarcas e dos Profetas.
Sugestões para a homilia
Quem se salva
Trabalhemos pela salvação dos outros
Trabalhemos pela nossa própria salvação
Quem se salva
É na verdade uma questão que nos preocupa a todos: a salvação eterna. São muitos os que se salvam? No meu caso concreto: eu salvar-me-ei? De que me adianta ter o mundo nas minhas mãos durante a vida terrena se depois vier a passar a eternidade longe ,de Deus?! ...
Desde sempre este problema preocupa os povos. É assim que, no Evangelho, alguém faz a pergunta a Jesus: «Senhor, são poucos os que se salvam?».
Jesus sabia tudo. Sabia quem ia para o inferno, quem ia para o Purgatório, quem ia para o Céu... mas preferiu não responder directamente, apontando mais uma vez o caminho a seguir: «esforçai-vos por entrar pela porta estreita...». Naturalmente, ao dizer isto, Jesus quis fazer ver que se salvam os que não seguem pelo caminho fácil do pecado mas cumprem a Sua vontade.
Trabalhemos pela salvação dos outros
É esta a Boa Nova que devemos anunciar ao mundo inteiro (salmo de meditação).
Os homens têm de deixar os caminhos do vício, da exploração, da injustiça, da corrupção, da impureza, de tudo aquilo que ofende o Senhor.
Os homens têm de deixar-se corrigir dos seus defeitos com a ajuda de Deus pois «o Senhor corrige aquele que ama» (segunda leitura).
Os homens têm de viver a ajuda fraterna, a justiça social, a honestidade, a pureza, o amor de Deus.
Com razão, após mostrar o inferno aos pastorinhos de Fátima em 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora se mostrou comovida ao afirmar: «Vistes o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração... ». Rezemos, rezemos muito à Virgem Maria pela conversão dos pecadores.
É Deus quem converte e dá a Fé. Ninguém mais do que Ele está interessado na salvação de toda a humanidade. Deus veio «reunir todas as nações» (primeira leitura). Enviou Seu Filho ao mundo para o salvar. E de que maneira nos salvou o Senhor! Mistério insondável! ... Morreu por todos nós, pregado na Cruz, depois de injustamente ter sido condenado à morte.
Trabalhemos pela nossa própria salvação
Quem poderá ficar indiferente ao amor de Cristo Jesus por nós?!... Quem reflecte a sério nestas verdades é capaz de oferecer toda a vida ao Senhor, isolado do mundo, num convento.
Quem reflecte a sério nestas verdades é capaz de deixar a família, a sua terra, a civilização, para servir os outros no meio da maior pobreza e miséria.
Quem reflecte a sério nestas verdades é capaz de viver em alegria a vida consagrada.
Quem reflecte a sério nestas verdades é capaz de se santificar na família, imitando e invocando a Sagrada Família de Nazaré.
Quem reflecte a sério nestas verdades é capaz de viver a infância, a juventude, a vida adulta, a velhice, duma forma diferente: cumprindo a missão confiada pelo Senhor.
Vamos tu e eu e nós todos viver como Deus quer! A vida assim é bela e autêntica. E teremos garantida a Salvação Eterna.
Oração Universal
Chegou o momento de fazermos os nossos pedidos ao Senhor.
Com simplicidade e animados pela Fé, rezemos:
1. Pelo Papa, pelos Bispos e Sacerdotes,
pelos religiosos e leigos:
para que nunca se cansem do levar
a mensagem de Jesus ao mundo inteiro,
oremos, irmãos.
2. Pelos povos de toda a Terra:
para que, meditando nas consequências trágicas da guerra,
preparem uma nova era de paz para o mundo,
oremos, irmãos.
3. Pela nossa Pátria:
para que se mantenha fiel ao Senhor
e ao espírito missionário dos seus antepassados,
levando o Evangelho a todos os continentes,
oremos, irmãos.
4. Pelos pecadores, pelos que ofendem a Deus:
para que se arrependam das suas faltas
e encontrem n'Ele a alegria do perdão,
oremos, irmãos.
5. Pelos que não podem estar aqui connosco,
devido à ausência, à doença, à idade ou falta de Fé:
para que o Senhor, presente em toda a parte,
os assista, os conforte, os ilumine,
oremos, irmãos.
6. Pelos que viveram antes de nós e já morreram,
familiares, amigos e todos os que necessitam dos nossos sufrágios:
para que alcancem a felicidade no Céu
onde pedirão ao Senhor pela nossa própria salvação,
oremos, irmãos.
Deus eterno e omnipotente,
acolhei estas humildes preces que Vos dirigimos na certeza de que serão atendidas.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,
que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.
Liturgia Eucarística
Cântico do ofertório: No meio da minha vida, F. da Silva, NRMS 1(II)
Oração sobre as oblatas: Senhor, que pelo único sacrifício da cruz, formastes para Vós um povo de adopção filial, concedei à vossa Igreja o dom da unidade e da paz. Por Nosso Senhor...
Santo: F. da Silva, NRMS 38
Saudação da Paz
No Céu participamos todos da mesma felicidade junto de Deus, nosso Pai. Porquê na Terra tantas divisões, vinganças, guerras?!... O convite ao Amor, ao perdão, fraternidade é-nos dirigido pelo Senhor.
Saudai-vos na paz de Cristo
Monição da Comunhão
No mundo há muitas seduções para o mal! ... É difícil permanecermos firmes na nossa Fé. O Senhor deixou-nos o segredo para nos mantermos sempre fiéis: a Sagrada Comunhão. Se estamos devidamente preparados, recebamo-l'O com fervor.
Cântico da Comunhão: Vinde comer do meu Pão, C. Silva, NRMS 98
Sl 103, 13-15
Antífona da comunhão: Encheis a terra, Senhor, com o fruto das vossas obras. Da terra fazeis brotar o pão e o vinho que alegra o coração do homem.
Ou: Jo 6, 55
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, diz o Senhor, e Eu o ressuscitarei no último dia.
Cântico de acção de graças: Deixai-me saborear, F. da Silva, NRMS 17
Oração depois da comunhão: Realizai em nós plenamente, Senhor, a acção redentora da vossa misericórdia e fazei-nos tão generosos e fortes que possamos ajudar-Vos em toda a nossa vida. Por Nosso Senhor.
Ritos Finais
Monição final
O Senhor convocou-nos para a Celebração da Eucaristia. Sentimos aqui a Sua presença amiga. Agora vamos partir, animados a levar a Boa Nova da Salvação a todos quantos se cruzarem connosco nos caminhos da vida.
Cântico final: Ide por todo o mundo, M. Luis, NCT 355
Homilias Feriais
21ª SEMANA
2ª feira, 23-VIII: Oração de intercessão.
2 Tes 1, 1-5. 11-12 / Mt 23, 13-22
Que Ele faça, com o seu poder, se realizem plenamente todos os vossos bons propósitos e o trabalho que a fé inspirou.
Era muito corrente nas primeiras comunidades cristãs a oração de intercessão. S. Paulo deixou-nos um exemplo desta oração pela igreja de Tessalónica (cf. Leit.).
«Interceder, a favor de outrem, é próprio dum coração conforme com a misericórdia de Deus... Na intercessão, aquele que ora não olha aos seus próprios interesses, mas aos interesses dos outros, e chega até a rezar pelos que lhe fazem mal» (CIC, 2635). Aprendamos a pedir diariamente pela Igreja, pelo Papa e Bispos em comunhão com Ele, pelos problemas das pessoas amigas e conhecidas, pelos que nos fazem mal...
3ª feira, 24-VIII: S. Bartolomeu: O elogio da verdade.
Ap 21, 9-14 / Jo 1, 45-51
A muralha da cidade tinha na base reforços salientes, e neles doze nomes: os doze Apóstolos do Cordeiro.
Jesus escolhe os doze Apóstolos, que representam as doze tribos de Israel que são as pedras do alicerce da nova Jerusalém (cf. Leit.). O Senhor chama-nos igualmente a todos para que o sigamos, o imitemos e o demos a conhecer, continuando a obra da Redenção, até à sua vinda.
De S. Bartolomeu, Jesus destacou a virtude da veracidade (cf. Ev.). «A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostrar-se verdadeiro nos actos e em dizer a verdade nas palavras, evitando a duplicidade, a simulação e a hipocrisia» (CIC, 2505).
4ª feira, 25-VIII: A dignidade do trabalho.
2 Tes 3, 6-10. 16-18 / Mt 23, 27-32
Trabalhámos noite e dia de maneira esforçada e fatigante... quisemos dar-nos a vós como exemplo.
S. Paulo não se dedicava ao trabalho apenas para ocupar o tempo. Fazia-o com muito empenho e esforço. «O trabalho humano é uma prolongação da obra da criação... É um dever: ‘Se alguém de vós não quer trabalhar, também não coma’ (Leit. do dia)... Também pode ser redentor: suportando o que o trabalho pode ter de penoso em união com Jesus... o homem colabora, de certo modo, com o Filho de Deus na sua obra redentora... o trabalho pode ser um meio de santificação e uma animação das realidades terrenas no Espírito de Cristo» (CIC, 2427).
5ª feira, 26-VIII: Atitude vigilante.
1 Cor 1, 1-9 / Mt 24, 42-51
Vigiai, porque não sabeis o dia em que virá o vosso Senhor...Por isso, estai vós também preparados.
O mesmo apelo faz S. Paulo aos fiéis de Corinto, «que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a serem santos» (Leit.).
Para sermos santos, temos que estar vigilantes, isto é, procurarmos vencer o egoísmo, os descuidos, etc. Além disso, devemos pôr mais empenho na nossa oração pessoal, que aumenta os desejos de santidade; no sacrifício, que nos une mais ao Senhor; no exame de consciência, que nos indica os pontos de luta; no cuidado das pequenas coisas do nosso dia.
6ª feira, 27-VIII: A linguagem da Cruz.
1 Cor 1, 17-25 / Mt 25, 1-13
A linguagem da Cruz é loucura para aqueles que estão no caminho da perdição; mas, para aqueles que estão no caminho da salvação,..., é força de Deus.
A experiência do mal e do sofrimento pode pôr à prova a fé na omnipotência de Deus. Dá a impressão de que Deus está ausente e não impede o mal. Mas a força de Deus está ligada à Cruz (cf. Leit. do dia e CIC, 272).
Por se terem descuidado (falta de sacrifício) as virgens insensatas foram excluídas do banquete nupcial (cf. Ev.). A vigilância que o Senhor pede está ligada à Cruz. Com esta, os fracos tornam-se omnipotentes. Este foi o poder que S. Mónica utilizou para obter a conversão de S. Agostinho.
Sábado, 28-VIII: O tempo, tesouro de Deus.
1 Cor 1, 26-31 / Mt 25, 14-30
Muito bem, excelente e fiel servidor! Como foste fiel em poucas coisas à testa de muita coisa te hei-de colocar.
Deus presenteou-nos com muitos talentos: a inteligência, a capacidade de amar e de tornar felizes os outros, os bens temporais... E espera que os saibamos administrar muito bem, aproveitando o tempo da nossa vida: «Que pena viver, tendo como ocupação a de matar o tempo, que é um tesouro de Deus... Que tristeza não tirar partido, autêntico rendimento de todas as faculdades, pouco ou muito, que Deus concede ao homem para que se dedique a servir as almas e a sociedade» (Amigos de Deus, 46).
S. Agostinho levou a cabo uma intensa actividade, através da pregação e dos escritos, para defender a fé; dedicou tempo a uma catequese contínua ao serviço do próximo...
Celebração e Homilia: Aurélio Araújo Ribeiro
Nota Exegética: Geraldo Morujão
Homilias Feriais: Nuno Romão
Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha